quinta-feira, 12 de março de 2009
Cinema do apocalipse - Terminator (1984)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Olho por olho, Cacciola por Battisti
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos principais defensores do asilo a Battisti, disse que o italiano irá encaminhar aos ministros do STF, carta na qual explicará, ponto por ponto, as acusações que pesam sobre ele. Ao retomar seu pronunciamento após o aparte de Suplicy, Camata afirmou que já tinha sido do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e que a doutrina do partido ensina a mentir, a esconder e a entregar os companheiros. O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), então, pediu um aparte e manifestou sua discordância, dizendo ter participado de organizações de esquerda naquela época e que jamais aprendeu coisas desse tipo.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Big Brother is watching you
O celular em sala de aula pode deixar de ser vilão e virar aliado dos professores no Estado do Rio. O envio de torpedos SMS para os pais de alunos faltosos é uma das medidas previstas no programa Conexão Educação, que começa a vigorar na volta às aulas na rede estadual.Os alunos passarão a ter um cartão com chip e foto, que será usado na catraca dos ônibus, nos refeitórios e para "bater ponto" em computadores instalados nas mesas dos professores.
Quem faltar um dia receberá automaticamente um torpedo no próprio celular cobrando justificativa. Se a ausência chegar a três dias, a mensagem vai para o pai do aluno. Os estudantes também serão parabenizados ou advertidos por celular dependendo das notas.
Na quarta, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que a prefeitura estuda criar um sistema semelhante na rede municipal. No dia anterior, Lula disse ter pedido que o sistema fosse apresentado ao ministro Fernando Haddad.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
In memoriam - Eduardo Barrox
CINEMA2 - Seqüência de CINEMA com legendas à côté de la fenêtre, lumière du soleil du matin, corps nu, musique d’un certain endroit. Corta pra uma rua em que pessoas berram idiotices e vendem sanduíches e xingam-se de dentro dos automóveis e enfim, tudo como sempre. a mulher, Entre uma e outra letra, dança sobre a tela. beijo (e)ternamente seus lábios Y outras imagens: a de uma criança perdida andando pelo acostamento de uma estrada no deserto porque – você diz –clichês de imagens que já vi em algum lugar e cenas rápidas de crianças sendo prostituídas em cidades sujas do terceiro mundo fusion pra sala ensolarada, incenso, tempo de amor ET MÚSICA CIGANA; já não se ouvem barulhos e a doce sensação de estar dentro de você mesmo que em sonho. cabelo despenteado, tatuagem & cítaras indianas lágrima felicidade alegria orgasmo luzes apagadas fotografia. Sanduíche. outrA história ou outra versão da história: você - um cara, o personagem, sei lá pôrra - está sentado num banco numa praça numa cidade – trilha horrível tipo aquela música (sic) pump up the jam (argh) – e uma criança negra chora sua mãe atavicamente prostituída em avenidas imundas e seu pão tem o gosto da bebida ingerida na companhia de bêbados, canalhas drogados de corpo sujo, vidas fodidas e mulheres tristes madrugada madrugada. Você fecha os olhos. Corta. Ao telefone a mulher-menina diz quero foder, quero te dar, diz fumando compulsivamente, misto de desejo inquietude. Imagens difusas entre um cigarro e outro, o Cristo crucificado já não sangra e todos os sorrisos se voltam para outro lugar e pássaros voam em grupos e, ao longe, ruídos ruídos ruídos. Por alguns instantes, pôr-do-sol em 32 bits fusion noite gostosa com explosões siderais e carrinhos de pipoca na calçada em frente. Nossos olhares projetam tempos passados e presentes, como somos felizes, cromossomos (in)felizes, roquinhos-baladas tipo Elvis and Chubbi Cheker tilintando entre cuba-libres e o desejo de tirar sua calcinha dentro do carro. ou. imagens contemporâneas minimal art. Cheguei agora e, puta que pariu!, outro mendigo diz ser Jesus Cristo e homens poderosos crucificam as esperanças. Na trilha de novo JAZZ, o cara não ouve outra coisa, mas você já tinha dito isso. Cena 2: ela começa a tirar o vestido longo-negro-colado-ao-corpo e anda descalça pela sala. Seu olhar não deveria manifestar emoções. É de noite madrugada e uma outra mulher beija sua boca. você sorri mostrando desejo na boca entreaberta enquanto me olha nos olhos. Um casal de velhinhos sai do elevador num hotel de Miami, textos de Henri Miller ditos no centro velho de San Pablo, voz de Janis Joplin e você diz que agora nada importa - mete mais, pede - sexo notícias desencontradas poetas noturnos e correntes de ferro imagens decorrentes. Cheiro de vela acesa. Lareira. Beijo na boca. Paixão dividida, noite de estrelas, sou sua você diz ainda desejando que o tempo se imobilizasse e/ou apenas se alternasse entre as cores do dia e os sonhos da noite, assim como ler poemas de Hilda Hilst em voz alta no degrau da escada ou andar em círculos pela praia semideserta ‘num dia de semana’... outraCena: o cara mais velho me diz que terei que aprender a conviver com a solidão. Penso nisso e digo foda-se: já convivo com minha solidão desde que me conheço, enquanto olho em seus olhos de já mulher e você me sorri ternamente. Olhares perdidos. Cinema. Pútridas emoções. Puras emotions. Notícias de jornal. Som de chuva. Andando de novo pelas ruas do centro velho numa cena com cara de domingo, o cara lê O Macaco e a Essência em voz alta seguido por uma procissão de motocicletas silenciosas e mulheres de capuzes negros. Referências, você diz, dando gargalhadas. "Não quero mais essas tardes mornas". Tesão. Tesão, você também diz. Divindades, a estrada ao amanhecer, agora você dorme no banco ao lado, o carro em velocidade, a janela aberta, sinos na igreja de uma pequena cidade. Sonhamos. Não consigo te esquecer; vejo seu sorriso na fotografia, também sinto vontade de chorar. É de manhã na américa do cio, Um cara diz que as utopias se acabaram, e eu também mando ele se foder! Cena repetida: não diga não não diga sim não olhe para trás não tenha nome nem passado não se importe com as feridas não considere os movimentos solares não saia de casa não estabeleça critérios não brinque de não ser fotografia em preto&branco não deixe nunca de brincar diz que sou gostosa me beija não acenda a luz abra a janela tire o vestido. Corta! O filme acabou.segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Que país é esse?
Brasília - Na abertura dos trabalhos legislativos deste ano, o novo presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), defendeu a necessidade de um Parlamento forte para aprimorar a democracia. Ele afirmou que a mudança no rito de tramitação das medidas provisórias e as reformas política e tributária são prioridades do Legislativo.Fonte: Agência Brasil
De que país Lula e Michel Temer estão falando? Certamente o Brasil não é, já que o Judiciário (todas as suas instâncias) profere decisões políticas e vinculadas aos interesses do Executivo (todas as suas instâncias) que, por sua vez, influencia o Judiciário e legisla. E o Legislativo... o que faz mesmo além de eleições de líderes no Congresso?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O que é e como funciona a portabilidade de carências dos planos de saúde?
1) o consumidor deve estar em dia com a mensalidade;
2) o consumidor deve ter o plano atual há pelo menos 2 anos. Será de 3 anos o tempo exigido se o consumidor tiver cumprido a cobertura parcial temporária (suspensão da cobertura de procedimentos de alta complexidade e relacionada à doenças ou lesão preexistente - artigo 2º, II, da Resolução nº 68/2001) ou nos casos de doenças e lesões pré-existentes (problemas de saúde crônicos anteriores `a contratação do plano). Depois que o consumidor já mudou de plano sem cumprir o prazo de carência e quiser mudar de novo, o prazo de permanência passa a ser de 2 anos para todos os casos, inclusive cobertura parcial temporária e doenças e lesões pré-existentes;
3) o pedido de mudança de plano sem o cumprimento de carências deve ser feito no período entre o mês de aniversário do contrato (anos contados a partir da data da assinatura) e o mês seguinte;
4) o plano deve ser individual ou familiar (portanto não vale para planos empresariais);
5) o plano deve ter sido contratado a partir de janeiro de 1999, ou, se contratado anteriormente, deve estar adaptado à Lei nº 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde). Assim, a portabilidade de carências não vale se o plano atual for anterior a janeiro de 1999 e não estiver adaptado;
6) o plano atual deve ser compatível com o plano para o qual se deseja mudar. Se o consumidor quiser mudar de um plano mais sofisticado para um mais simples de outra operadora, poderá fazê-lo sem cumprir carências, mas o contrário (de um mais simples para outro mais sofisticado) não é permitido.
Essas regras não se aplicam aos planos de destino (para o qual se deseja mudar) que estejam cancelados ou com comercialização suspensa. Também não poderá ser oferecida a portabilidade por operadoras em processo de transferência de administração para outra operadora ou em situação de encerramento de suas contas (falência).
Na hipótese de plano familiar, se apenas um ou alguns membros da família quiserem mudar de operadora, o plano atual continuará valendo para aqueles que desejam permanecer com ele, operando-se a mudança de plano somente daqueles que fizeram o pedido.
Fique atento: não há taxa para a mudança de plano com portabilidade das carências, e não há limite de idade para que o consumidor tenha direito a ela. Se o pedido for feito corretamente e estiver acompanhado dos documentos necessários (ANS - Passo a passo para troca de plano com as novas regras), a operadora deve aceitar o consumidor como segurado. Se dentro de 20 dias não houver resposta, o novo plano será considerado aceito (artigo 9º, § único, da Resolução Normativa nº 186, da ANS). Caso o consumidor não seja aceito, vale a pena fazer uma denúncia no PROCON, já que as operadoras que descumprirem as regras poderão ser multadas em R$50.000,00 (cinquenta mil reais) - pouco perto do que recebem, mas serve para incomodar.
Fique atento `as regras, e defenda sempre seus Direitos!
Débora Aligieri
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
A parábola dos talentos
Foi o “coisa ruim” que derrubou Renascer, disse Estevam Hernandes, fundador da Renascer, de acordo com a última edição da revista Época: "Vamos esmagar com os nossos pés sangrando a cabeça do gigante Satanás, que fez aquele teto da Lins de Vasconcelos desabar". No domingo, dia 18, o teto da sede da Igreja Renascer, na Zona Sul de São Paulo, desabou, pouco antes do culto das 19 horas. Nove pessoas morreram e 108 ficaram feridas. Segundo a Secretaria de Habitação, pelo menos outros dez templos da Renascer estão em situação irregular. O promotor criminal Ricardo Andreucci, que trabalha no caso, diz que vai apurar se houve irregularidades na concessão de alvarás e como foi a reforma no telhado da igreja.Em 2007, os líderes da Renascer passaram uma temporada no Federal Detention Center, complexo prisional de Miami que abriga presos acusados de cometer delitos federais. O casal foi detido vindo da primeira classe de um vôo que partiu de São Paulo. Acompanhados de dois filhos e três netos, traziam 56.000 dólares escondidos em uma mala, uma mochila, um porta-CDs e um exemplar da Bíblia.
Fonte: Veja on-line
Enquanto honestos donos de bares tem seu estabelecimento interditado, pois devem aguardar longos anos pela resposta ao requerimento do alvará de funcionamento, Igrejas e Shoppings funcionam sem qualquer condição de segurança. Isso acontece quando se guarda o dinheiro dentro da Bíblia e não o aplica na manutenção do templo, e quando o Poder Executivo e Judiciário se curvam `a lei do mais forte (quem tem mais dinheiro). Assim, após a queda da linha amarela do metrô em Pinheiros, São Paulo comemora seus 455 anos com a queda da Igreja, matando nove pessoas. Só não caem os chefes dos Executivos...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Dormindo com o inimigo
SÃO PAULO - O ex-governador de São Paulo e novo secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin, disse hoje que o governador paulista José Serra desponta como um dos principais nomes do PSDB para disputar a Presidência da República em 2010. Apesar de ponderar insistentemente que ainda há muito tempo até as próximas eleições, Alckmin se esforçou para mostrar unidade com o governador.Derrotado nas eleições municipais de 2008, Alckmin recebeu o apoio formal de Serra, mas enfrentou grande resistência de parte dos tucanos mais alinhados ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que assumiu o cargo quando Serra deixou a Prefeitura para disputar o governo de São Paulo, em 2006. Kassab era também o preferido de Serra para a disputa eleitoral e recebeu todo o apoio do governador no segundo turno das eleições, vencidas pelo democrata contra a petista Marta Suplicy.terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O Choque das Raças ou O Presidente Negro
O escritor Monteiro Lobato intuiu profeticamente que um dia os EUA teriam um presidente negro, como acaba de acontecer na eleição de Barack Obama e bem antes do que imaginou. Ele previu que isso aconteceria em 2228. O romance O Choque das Raças, título das primeiras edições, foi originalmente publicado em folhetins, em 1926, no jornal carioca A Manhã. Depois foi mudado para O Presidente Negro.O narrador é Ayrton, funcionário da empresa paulista Pato & Cia. Ele sofre um acidente de carro e depois disso, com a ajuda da namorada Jane, passa a adivinhar o futuro. Na eleição do 88º presidente dos EUA, há três candidatos: um branco, Kerlog, que tenta a reeleição; uma feminista, Evelyn Astor; e o negro Jim Roy. É a divisão entre machistas e feministas que permite a eleição de um negro.
A profecia realizou-se com algumas variações, mas não mudou no essencial: foi eleito um presidente negro. Nos adereços, temos duas mulheres, Hillary Clinton e Sara Palin, como adversárias de Barack Obama, que derrotou as duas e principalmente o republicano John McCain, soterrado por uma montanha de votos.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Crer ou não crer...
O cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, afirmou que a grande novidade do acordo assinado ontem pelo Brasil com a Santa Sé, em Roma, é o reconhecimento jurídico da Igreja Católica. O ensino religioso é garantido pelo texto do documento, que o reconhece como um direito confessional plural, mas a aplicação do que foi acertado vai depender de regulamentação estadual. Fonte: O Estado de São Paulo Brasília - Em um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para monitorar o cumprimento de metas pelos países para melhorar a educação, o Brasil ocupa a 80ª posição em uma lista de 129 países estudados. Fica atrás de países latino-americanos como o Paraguai, a Venezuela e Argentina, além do Kwait, Azerbaijão, Panamá e outros. O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos foi lançado hoje (25), em Genebra, pela instituição. Fonte: Jornal Dia a Dia
Também este mês foram divulgados números do Inep, instituto de pesquisa ligado ao Ministério da Educação, segundo os quais o investimento total por aluno no País, do ensino fundamental ao superior (16 anos), caiu de R$ 75,54 mil em 2000 para R$ 75,14 em 2006, depois de haver chegado a R$ 64,44 mil em 2003. A participação da União nesses seis anos baixou de 19,9% do total para 17%, enquanto a dos Estados subiu ligeiramente, de 42,1% para 42,8%, e a dos municípios foi de 38% para 40,2%. Ou seja, o maior crescimento ocorre onde costuma ser menor a receita, embora possa haver transferências de outras esferas. E neste ano de 2008 o governo federal só aplicou em educação, até aqui, 11% de seus recursos, quando a Constituição exige 18% (O Globo, 25/10). Só 11% dos jovens entre 18 e 25 anos estão no ensino superior, e são na maioria de famílias ricas - nestas, 53% nessa faixa de idade estão em universidades, ante 0,8% nas faixas mais pobres, segundo artigo de J. A. Pinotti neste jornal (9/11, A2). Isso tem conseqüências muito fortes, porque, segundo a Fundação Getúlio Vargas, cada ano de estudo se pode traduzir em 15% mais na remuneração no trabalho. E hoje a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos está acima de 50%, 75% das pessoas que cursaram escolas são analfabetas funcionais e os jovens são a maioria absoluta entre vítimas da violência no País. Fonte: O Estado de São Paulo